PDE 2031 aquece o mercado com previsão de expansão da produção de gás natural e petróleo onshore
- Aline D'avila
- 1 de jun. de 2022
- 2 min de leitura

O crescimento da produção onshore de 48,8% de petróleo e 17,3% de gás natural é uma das novidades do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2031. O documento - elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética, com apoio e diretrizes de equipes do Ministério de Minas e Energia - prevê que até o final da próxima década seja ampliada a produção de gás natural onshore de 21 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, para 27 milhões de metros cúbicos/dia.
Já a produção de petróleo passará de 88 mil barris por dia, para 131 mil barris de petróleo por dia até o final da próxima década. O PDE indica que a produção de petróleo no ambiente onshore é sustentada atualmente pelas bacias Potiguar, Recôncavo, Solimões e Sergipe.
Com foco em indicar as perspectivas de expansão do setor de energia, o PDE mostra as previsões para os próximos 10 anos, pontuando avanços que devem ser observados até 2031. Dentre os principais destaques está o aumento da produção de petróleo e gás em ambiente onshore - modalidade que realiza exploração em terra, dentro do continente.
Empresas que atuam no setor recebem com otimismo as previsões para a próxima década. Segundo a sócia da Petres Energia, Renata Isfer, a tendência de crescimento da produção deve ser ainda maior nos próximos períodos.
“Se avaliarmos os PDEs dos últimos anos, observamos que houve um declínio na produção onshore. Agora, percebe-se uma retomada da produção, com aumento relevante da produção de petróleo e gás natural em campos terrestres, o que é muito importante para o país", avalia Renata Isfer que já atuou como secretária de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME).
Segundo ela, essa é uma tendência que deve se acentuar nos próximos anos, com novos campos que foram adquiridos nas ofertas permanentes por diversas empresas, inclusive pela Petres que tem autorização para exploração de gás natural nos campos de Tucano.
A Energy Paranã - joint venture com participação da Petres Energia, que é o braço do Grupo InterAlli nas áreas de petróleo e gás - é concessionária em 12 blocos exploratórios localizados no Espírito Santo e Bahia. Além disso, foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a ser comercializadora de gás natural.
De acordo com o diretor do Grupo Interalli, Fabrício Slaviero Fumagalli, a Bacia de Tucano tem um enorme potencial de produção de gás natural.
“As projeções para a produção na Bacia de Tucano, localizada na Bahia, devem compor o PDE nos próximos anos, já que estamos em fase de avaliação de descoberta. Acreditamos que as descobertas de Tucano serão relevantes para avanços ainda mais significativos no PDE de 2032 ou 2033”, declara Fumagalli.
Sobre a Petres - A Petres Energia é especializada no desenvolvimento de projetos de exploração, produção e de infraestrutura em óleo e gás natural. Petres tem como sócios majoritários o Grupo InterAlli - que já atua nas áreas de infraestrutura portuária, incluindo a operação de grãos e líquidos, logística, energias renováveis e agronegócio - e Renata Isfer.
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